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Mega-ricos recuperam perdas do COVID em tempo recorde, mas milhares de milhões viverão na pobreza durante pelo menos uma década

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  As 1000 pessoas mais ricas do planeta recuperaram das suas perdas pelo COVID-19 em apenas nove meses, mas poderia levar mais de uma década para que as pessoas mais pobres do mundo se recuperam dos impactos económicos da pandemia, revela um novo relatório da Oxfam. The Inequality Virus foi publicado hoje no dia da abertura da Agenda Davos , do Fórum Económico Mundial. O relatório mostra que o COVID-19 tem potencial para aumentar a desigualdade económica em quase todos os países no imediato, a primeira vez que isto acontece desde que começou a haver registos há mais de um século. O aumento da desigualdade significa que o número de pessoas que vivem na pobreza pode levar pelo menos 14 vezes mais tempo a regressar aos níveis pré-pandémicos do que o necessário para que as fortunas dos 1.000 maiores, na sua maioria homens brancos, multimilionários,...

Os milhões de Bruxelas não são para as pessoas

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  "Histórico"! O adjectivo ainda hoje ecoa para saudar o acordo entre os membros da UE e que supostamente faz chover sobre as nossas cabeças os milhões que irão aliviar-nos dos males económicos da COVID-19. Este é o conto de fadas. A realidade, por isso, nada tem a ver com ele. Chegam milhões a "fundo perdido" e por empréstimo que vão custar caro aos contribuintes, não poderão ser aplicados onde verdadeiramente fazem falta aos cidadãos – na saúde e outras vertentes sociais – e que ainda aliviam os países ricos, ditos "frugais", de boa parte dos encargos com o orçamento europeu. Este é o preço da "unidade": austeridade, financiamento de empresas privadas em sectores que não estão directamente ligados ao emprego e outros interesses sociais, novas amarras financeiras sem dividendos económicos onde são mais necessários, encargos aumentados com o orçamento da União. Por isso os mercados financeiros não cabem em si de contentes; ao passo que as pessoas...

Como a biossegurança vem possibilitando o neo-feudalismo digital

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O neo-feudalismo digital já estava em vigor mesmo antes do Covid-19. Pode-se chamar a isso de turbo-neoliberalismo de vigilância. Onde não há nenhuma “liberdade” intrínseca e tudo é alcançado por meio da servidão voluntária 17 de maio de 2020 Por Pepe Escobar, para o Strategic Culture O mestre pensador italiano Giorgio Agamben vem atuando na  controversa  linha de frente da tentativa de identificar o novo paradigma que pode estar surgindo do desastre da atual pandemia. Ele, recentemente, chamou atenção para um extraordinário livro publicado há sete anos, que já então examinava a questão. Em Tempetes Microbiennes (Tempestades Microbianas), Patrick Zylberman, professor de História da Saúde em Paris, detalhou o complexo processo pelo qual a segurança sanitária, até então relegada às margens das estratégias políticas, começou a se esgueirar para o centro do palco em inícios do século XXI. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia criado um precedente em 2005,...