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O que resta de Auschwitz e os paradoxos da biopolítica em nosso tempo

Livro de Giorgio Agamben inspira debate sobre a biopolítica e a importância do testemunho daqueles homo sacer sobreviventes dos campos de concentração nazista. Acredito que Agamben situa a ética do testemunho no problemático limiar que se situa entre a superação do ressentimento (a proposta de Nietzsche , que inaugura a ética do século XX) e a exigência moral da impossibilidade do esquecimento. Não se pode querer que Auschwitz retorne eternamente, assim como não se pode mais ignorar que o essencial de Auschwitz não tem cessado de se repetir; por mais que o ressentimento pelo que aconteceu, sua condenação, e a exigência de manter viva a memória do acontecido, se exerça sobre nós como uma demanda ética irrecusável”. A afirmação é do filósofo Oswaldo Giacoia Junior , na entrevista concedida com exclusividade, por e-mail, à IHU On-Line. De acordo com Giacoia , “as lembranças daquele que dá testemunho são o resgate do indizível, que, no entanto, contém a tenebrosa verdade da biopolítica...